segunda-feira, 1 de julho de 2013

Filmes que Deveríamos Assistir

Olá!

Em meio a violência urbana, as manifestações populares, a guerra no Oriente Médio e conflitos pelos cantos do mundo, o cinema tão bem não fica para trás. Produção sobre guerras, sobre terrorismo, assassinos em série, e, as séries americanas para TV correm na frente, é um tal de matar gente, matar zumbi,... Mas há um oásis no meio disso tudo. Filmes produzidos para falar sobre questões mais profundas, para meditarmos sobre quem somos, o que fazemos aqui, são filmes de introspecção - talvez por isso não chamem a atenção das massas, que como dizia Baudrillard: "as massas silenciosas". "The Words" (As Palavras) faz jus a esse exemplo de, por assim dizer, e eu não gosto desse paradigma, drama. Conta a película que um rapaz tenta ser escritor, mas é rejeitado pela editora - há muita técnica no escrever, mas não há paixão. O rapaz casa-se e vai a Paris em Lua de mel, numa dessas andanças pela Cidade Luz eles estão numa loja onde a moça compra uma pasta para o marido. Bem, existe toda uma engenhosidade do roteiro apartir daí, que se eu contar perde a graça do filme. Devo dizer apenas que "The Words" é lírico, sensível e apaixonante e que vale muito assistir. Gostou? Segue o LINK


Nossa próxima dica de cinema em casa é o filme "Peaceful Warrior" (que teve o título no Brasil "Poder Além da Vida"). Um atleta americano de ponta, cotado para medalha de ouro sonha com um acidente que acontece, apartir daí todo um mundo se revela para ele, principalmente quando numa noite de insonia ele encontra um trabalhador de posto de gasolina, que vai-lhe ensinar algo jamais sonhado por ele. "Paceful Warrior" (na melhor tradução seria Guerreiro da Paz, ou da Luz) surpreende a cada cena, imperdível.


Outro filme que todo mundo deveria assistir é "The Mist" (O nevoeiro). O filme tem uma história bastante peculiar, numa cidadezinha um nevoeiro aparece e pessoas ficam presas num super mercado, dentre elas um pai (Cristopher Lambert) e seu  filho. La fora pessoas morrem, ninguém sabe bem o que está acontecendo. Dentro do super mercado começam a formar grupos, cada um quer fazer algo para sair dali. uns saem do local e morrem, uma mulher acredita que somente a fé salva (a fé religiosa, o fim está chegando e devem eles se arrepender dos pecados). Uma mãe diz que tem que sair pois deixou as duas filhas em casa sozinhas - ela sai e não é mais vista. Essa é a discussão em "The Mist" (O Nevoeiro), a fé, não somente a religiosa, mas a fé de maneira mais ampla, a fé na vida, nas pessoas. bastante interessante. Gostou?/Eis o LInk para assistir o filme completo.


Nosso último filme de hoje é "Enemy Mine" (Inimigo Meu), de Wolfgang Petersen, ,no longinquo ano de 1985,  história que se passa séculos ao nosso tempo onde a raça humana luta contra  outra raça, os Dracs, para ver quem domina mais planetas no universo. Numa dessas batalhas nas estrelas dois desses pilotos caem em um planeta hostil. A princípio tentam se matar, mas depois percebem que unidos sobreviverão. "Enemy Mine", embora de ficção científica, tem um mote interessante - o que é a verdade, o que é a amizade? Estrelas do filme Louis Cossett Jr e Dennis Quaid. 

É isso, façam a pipoca e bom filme!
Um abraço e até!

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Desenho animado e Filosofia

Olá!

Você já reparou o quanto pensamos e refletimos sobre nossos atos no dia a dia? Tradição ou não tradição... vanguarda ou não vanguarda...Protestar ou não protestar... Estamos sempre questionando o que devemos fazer. Seja lá o que for: FAÇAMOS!!! Parados não vamos a lugar algum. No desenho "Procurando Nemo" tem uma passagem interessante entre o Merlim (pai do Nemo) e a Dolly (uma peixinha meio doidinha). merlim diz que prometeu ao filho que não deixaria nada acontecer com ele (Nemo), eis que a Dory responde dizendo que é algo esquisito "não deixar nada acontecer com o Nemo", se nada acontecer, não é lega, nada vai acontecer. Ou seja, Nemo ficará com a vida estagnada pois que NADA vai acontecer. Faz sentido.Em homenagem a Dory eis aqui alguns dos momentos dela no desenho.


Lá no início do texto fiz várias ilações: tradição ou não tradição... Vanguarda ou não vanguarda...Protestar ou não protestar... repito aqui para fazer a transição para outra animação "Kung-fu Panda"


Como vimos "Po" está muito confuso e chateado com as questões da vida. Ele sempre sonhou ser o Dragão Guerreiro, sempre quis aprender Kung-fu, mas o estereótipo do herói é muito estressante e ele, um panda gordo, como poderia ser esse herói. Hugo dá uma lição de vida. Ficamos tão preocupados com o que fizemos e com o que podemos fazer que esquecemos do porque estamos fazendo agora. Em uma outra situação o mestre Chifu (o coelho) vem dar uma notícia para o mestre Hugo, mas uma vez a tartaruga manda ver na filosofia de vida.


Vemos sempre o mundo como queremos que ele seja, mas raramente o vemos como realmente é. Todos nós podemos realizar proezas, basta acreditarmos como dizia outro personagem do desenho animado "qualquer pessoa pode cozinhar".


Como vimos há um mundo novo por trás das imagens  e falas em um desenho animado. Podemos ver e ouvir ( e em caso de legendas ler) ou podemos não ver, não ouvir, não ler e provavelmente passaremos a vida sem falar e realizar atos que modifiquem as nossas e a vida de outras pessoas. PENSE! VIVA! REALIZE-SE! Este mundo é nosso!

Um abraço e até!

Monstros S/A

Olá!

Faz algum tempo que desenho animado deixou de ser um atrativo apenas para as crianças. Desenho animado sempre me fascinou: Tom e Jerry, Pica-pau, Popey, Du dudu e Edu, A turma do bairro, mas no cinema fica bem melhor, "A espada era a Lei", "Aprendiz de feiticeiro" (com o Mikey Mouse),  "Dumbo", "A Era do Gelo", "Titan", "Os Incríveis", "Madagascar" e a lista é grande. Mas a grande virada, pelo menos em 1981 diziam, começou co Heavy Metal: universo em fantasia".


"Heavy metal" foi considerado um marco, pela primeira vez a animação era realizada por computador, o mesmo aconteceu com um filme "Tron" que teve parte das suas filmagens computadorizada. A Academia nem premiou o filme por puro preconceito com a principiante artes gráfica.


Mas teve que se rendera Spielberg e "ET, o extra-terrestre" e a saga "Star Wars", mas "Tron, o legado" me surpreendeu. Acreditei que estava desgastado com o tempo, mas não foi o que presenciei.


No Brasil a virada aconteceu com "Castelo de Areia", mas até hoje um centro com equipamentos e verba para projetos ainda tem seu epicentro nos Estados Unidos, mas como já postei aqui alguns curtas de animação há também centros de excelência na França, Inglaterra, Rússia, entre outros países europeus. Branca de neve e Cinderela foram realizados sem efeitos de computador. Tudo era feito à mão, filmado quadro a quadro. Para se ter uma idéia cada 24 quadros formam um segundo, um desenho de 50 minutos.. uma hora... faz o cálculo de quanto se desenho e quanto se usou de papel e filme (que tinha ainda de ser revelado e montado. Hoje com a tecnologia é muito diferente. Pode-se ter por base até bichos e pessoas, mas tudo vai para dentro do computador e de lá manipula-se as imagens os sons e cria-se um mundo novo. Foi o que aconteceu em "Wall-E"

Quem tem o DVD dos " Os Incríveis"  e "Wall-E' deve ver também o material de making off é muito bacana. Do robozinho que encantou o mundo, além de como foi realizado o desenho, tem também um passeia pela história da sonoplastia, no Museu Walt Disney.  mas por que mais e mais adultos se interessam por animação? Simples, os temas abordados, a citação a filmes antigos como acontece em "Madagascar". Podemos fazer uma abordagem mais profunda como a amizade, o ciume, a raiva, bem versus o mal, e outras aproximações sobre o assunto. É o que acontece em Monstros S/A e com mais profundidade em "Universidade Monstro"



Agora é levar os pimpolhos no cinema ou ir sozinho mesmo que "gente grande" também tem direito de se divertir, não é!

Um abraço e até!


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Os 14 preceitos do budismo engajado

 Mestre zen, vietnamita,  Thich Nhat Hanh, trouxe para o ocidente o termo “budismo engajado”. O termo se refere a uma prática socialmente comprometida somada à observância de preceitos básicos do budismo. Abaixo, a relação feita pelo mestre zen de um ética para o ativismo e a ação social. Clique aqui e curta a página do budismo engajado no facebook.

1. Não seja idólatra por causa de nenhuma doutrina, teoria ou ideologia, mesmo as budistas. Os sistemas budistas de pensamento são meios de orientação; eles não são a verdade absoluta.
2. Não pense que o conhecimento que você possui no presente é imutável, ou que ele é a verdade absoluta. Evite ser fechado e estar preso a opiniões presentes. Aprenda a praticar o desligamento de pontos de vista a fim de estar aberto a receber os pontos de vista de outros. A verdade é encontrada na vida e não simplesmente no conhecimento de conceitos.
3. Não force os outros, incluindo crianças, por nenhum meio, a adotar seus pontos de vista, seja por meio de autoridade, ameaça, dinheiro, propaganda, ou mesmo educação. Entretanto, através do diálogo compassivo, ajude os outros a renunciarem o fanatismo e a estreiteza de idéias.
4. Não evite o sofrimento, não feche seus olhos ao sofrimento. Não perca a consciência da existência do sofrimento na vida do mundo. Encontre maneiras de estar com aqueles que estão sofrendo, incluindo contacto pessoal, visitas, imagens e sons. Por tais meios, lembre a si mesmo e aos outros à realidade do sofrimento no mundo.
5. Não acumule riqueza enquanto milhões passam fome. Não faça o objetivo da sua vida adquirir fama, lucro, riqueza, ou prazer sensual. Viva simplesmente e compartilhe seu tempo, energia e recursos materiais com aqueles que estão passando necessidades.
6. Não mantenha a raiva ou o ódio. Aprenda a penetrá-los e transformá-los enquanto eles ainda só existem como sementes na sua consciência.
7. Não se perca nas distrações à sua volta, mas continue sempre em contacto com tudo que é maravilhoso, refrescante e curativo dentro de você e ao seu redor. Plante sementes de alegria, paz e entendimento em si mesmo, a fim de facilitar o trabalho de transformação nas profundezas da sua consciência.
8. Não pronuncie palavras que podem criar discórdia e causar a quebra da comunidade. Faça todos os esforços para reconciliar as pessoas e resolver todos os conflitos, nem que sejam pequenos.
9. Não diga coisas falsas nem por interesse pessoal, nem para impressionar as pessoas. Não diga palavras que causam divisão e ódio. Não espalhe notícias que você não sabe se são verdadeiras. Não critique ou condene coisas das quais você não tem certeza. Sempre fale a verdade, de maneira construtiva. Tenha a coragem de levantar sua voz quando vir uma situação injusta, mesmo quando ao fazer isto você coloca sua segurança em perigo.
10. Não use a comunidade budista para ganho ou lucro pessoal, e não transforme sua comunidade em um partido político. Uma comunidade religiosa, no entanto, deve tomar uma atitude clara contra a opressão e injustiça, e deve tentar mudar a situação sem se envolver em política partidária.
11. Não viva com uma vocação que é nociva aos seres humanos e à natureza. Não invista em companhias que privam outras pessoas da sua chance de viver. Selecione uma vocação que o ajude a realizar seu ideal de compaixão.
12. Não mate. Não deixe que outras pessoas matem. Encontre todos os meios possíveis de proteger a vida e impedir a guerra.
13. Não possua nada que deveria pertencer a outras pessoas. Respeite a propriedade dos outros, mas impeça os outros de lucrarem do sofrimento humano ou do sofrimento de outras espécies na Terra.
14. Não maltrate seu corpo. Aprenda a cuidar dele com respeito. Para preservar a felicidade dos outros, respeite os direitos e os compromissos dos outros.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Militancia e Apartidarismo


Protestos no Rio de Janeiro,  há um dia .
Vai-se o tempo de empunhar uma bandeira e ser militante de um partido. O que se vê, hoje, nas ruas são cidadãos cientes dos seus direitos, lutando por eles, mas de uma forma diferente. Para a minha geração, e, ainda para muitos de nós, ser partidário, seguir uma ideologia, ainda é o caminho de uma luta maior do que protestar seja por aumento de passagens, ou mais qualidade da educação, dos hospitais etc. Era pertencer a um projeto de nação.

passeata do impeachment, Anos 90.
Desde a ascendência de FHC e depois de Lula a Presidência tudo mudou, uma pasmaceira total. Nem dava para lembrar os protestos do “Fóra Collor” e, tão pouco, e para os mais antigos, “Diretas Já!”. Mas com esses novos protestos, cuja a gota d'água foi o aumento das passagens de ônibus, mudou tudo de novo. Movimento organizado nas redes sociais e apartidário, sem mobilização desta ou daquela classe trabalhadora (sindicatos e associações,...).

Movimento bastante positivo, pacífico, como foram os que citei acima. Há pessoas mais exaltadas que acabam enveredando para um lado que não ajuda. Em muitos comentários, no facebook e “in loco” com amigos refleti que, ao menos da maneira como penso, não há revolução sem violência. Talvez porque eu esteja desiludido com a maneira de se fazer política – e isso já faz algumas décadas que ocorre.
Candelária tomada no Comício "Diretas Já", anos 80.


Mas outro ponto importante é que a juventude que movimenta esses protestos de hoje, não pensam nessa ou naquela ideologia, mas no fato concreto que é preciso mudar a maneira de administrar o País, os Estados e os Municípios. Não cabe mais frases como “rouba mas faz” - frases que ficaram marcadas com o Ademar de Barros e Maluff – o
Manifestação contra a ditadura militar, anos 70.
que se quer é transparência na administração pública. Eles querem e nós – geração “caras pintadas” - e tantas outras mais antigas são leis mais coerentes, propostas de governo realistas, que haja vontade política honesta para resolver os problemas da sociedade.

Um abraço e até!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Protestos, Vaias e Custo de Vida

Olá!

Como diz o nosso subtítulo Blah! Arg! Blarg! Cultura, comentários e Bobagens... Bem, vamos a um comentário. Em meio a protestos sobre o aumento das passagens de ônibus, que começa a ser um consenso entre brasileiros dentro e fora do território nacional, e a escandalosa e tendenciosa cobertura jornalística, se não por todos, mas por grande parte da mídia brasileira, ninguém ainda parou para protestar sobre o preço do feijão, do arroz, do leite, da cenoura, do alface, da batata, para não dizer que não falei do tomate - até ele está esquecido. 

Antes, muitos protestavam contra a implosão do Maracanã, depois foram sobre as obras (dinheiro público gasto como se fosse água indo ralo abaixo), mais tarde quase ninguém protestou sobre o fim da geral no "Maraca"!!! Quem protestou quando uma autoridade (não me lembro quem) disse que o povão assiste jogo pela televisão.O Artur da Távola realizava, nos anos 90, um encontro semanal para discussão sobre temas atuais políticos ou não. Num determinado dia quem Gilberto Braga (autor de "Anos rebeldes" naquela época) foi num desses encontros -  a mídia em peso creditava o movimento "Fora Collor", mais conhecido como "Caras Pintadas". a manipulação desta série da globo a ida dos estudantes para a rua. Eu, entre outros protestamos. Me lembro da minha indignação quando ouvi isso durante este debate. Mas, por onde anda a "geração caras pintadas"? Não quero crer que se resumiu ao senador Linhbergh e ao Fernando Gusmão, a época presidente e vice da UNE.

Enquanto isso, vamos ao "Manezão" - estádio Mané Garrincha, primeiro jogo da seleção do Flilipão, a Presidenta Dilma é vaiada. Muitos gostaram, replicaram cenas no yutube, na facebook, provavelmente no orkut. Muitos mais muitos brasileiros acharam graça e até concordaram. mas o que acontece é que ninguém faz a pergunta de qual é a renda daqueles que vaiaram a Presidenta e qual é a renda dos (ou das) aqueles (as) que concordaram com esse protesto nas arquibancadas numeradas e caras. Não estou aqui para defender esta ou aquela autoridade governamental, mas façamos uma reflexão: qual é a classe que vai assistir, nos estádios de futebol a copa das confederações, a da FIFA e as olimpíadas? É a mesma classe que protesta pelo aumento das passagens de ônibus? Eu creio que não, E você, o que pensa disso?

Um abraço e até!

domingo, 16 de junho de 2013

Comunicação e Curta Metragens

Olá!

Estudando história com meu filho hoje cheguei a conclusão que O século XXI, parece ligado a comunicação, Tv, rádio, internet, artes plásticas, poesia, literatura, jornais e revistas, i-pod, i-pads, notebooks, i-phones ( e outros no segmento celular). Imaginar que Dario I, na Pérsia (Irã atual) para ligar o vasto império de um lado ao outro construiu estradas e criou um correio à cavalo. cada "carteiro", daquela época, demorava oito dias para percorrer 2400 Km na estrada principal daquele império. Hoje, em poucos segundos (dependendo da velocidade do provedor) falo com amigos no Canadá, Londres, Paris e na Itália. Em poucas horas vamos do rio de janeiro ao Japão, de avião, mas com a rede global, em poucos segundos.

A respeito de comunicação o cinema, tão comercial em nosso tempo, com filmes que banalizam a violência como se fosse algo normal, por vezes me sensibiliza como outro dia que apresentou um curta muito bom com o tema de fundo o amor, mas a maneira como foi realizado me emocionou. Ele chama-se "Paperman", de  John Kahrs , uma produção da Walt Disney,


Chegando em casa comecei a viajar a esmo pelo Youtube e encontrei mais dois curtas sensacionais, tanto pela emoção que passam, como pela forma como resolveu-se dar a comunicação não-verbal deles O primeiro chama-se "Signs" (Signos), Apresentado no Schweppes Online Film Festival,  do diretor Patrick Hughes.


O segundo a destacar é  "Invetion of love!, um projeto de graduação , em 2010, escrito e dirigido por  Andrey Shushkov. Uma pérola.


Gostaram? Pois é "andando" a esmo pelo youtube podemos encontrar filmes belos.

Um abraço e até!