quarta-feira, 10 de maio de 2017

Estônia

Olá!

Uma outra vertente das minhas pesquisas me leva aos países nórdicos. Aqui já falamos sobre os sons que vem da Finlândia. Hoje é a vez da Estônia. A Estônia como país tem uma história recente - data da metade do século XIX. Mas a região é povoada de longa data.  Até o século XIII não passava de inúmeras tribos, que nessa época começavam a se cristianizar. Mais tarde sofreu com o Domínio dos Dinamarqueses, das Ordens Católicas, dos Suecos, Dos Alemães e dos Russos.

A ocupação humana na Estônia remete há 11.000 anos, data da primeira colônia, chamada de Pulli. Não se sabe ao certo qual etnia desses primeiros habitantes. mas no entanto foi nesta área (na Estônia) que se verifica a existência dos primeiros povos sedentários da Europa. Eles vieram pelo golfo da Finlândia quando ainda existia uma ligação por terra entre os dois territórios. Os estonianos, desta forma, fazem parte do grupo dos povos fínicos (ou seja de etnia finlandesa). Foram achados equipamentos de pesca e caça, pertencentes a uma comunidade sedentária, datada de 6.500a.C. Na Idade do Bronze e do Ferro,  com o sedentarismo, houve um grande crescimento cultural e econômico, com  o cultivo de alimentos. Com o aumento da população surgiram os problemas de território com outros povos, como as tribos bálticas do sul e as guerras contra a Escandinávia. Com isso, as tribos estonianas desenvolveram técnicas de navegação que em  nada deviam às da  Suécia ou da Noruega, e até chegaram a conquistar, com seus piratas, a vila sueca de Sigtuna, em 1187. o Papa celestino II, em 1208 incumbe Livonianos e letões, recém cristianizados a realizarem uma cruzada ao norte da Alemanha ( ou seja, na futura Estônia, então dominada pelos alemães). Os estonianos resistem até 1217, mas com a morte do líder local, Lembitu.
Imagem de Lembitu No início do século XIII

 Em 1219, liderados pelo Rei Valdemar II, os dinamarqueses conquistaram o norte da Estônia, ganhando a batalha de Lyndanisse (atual Tallinn), a mando do Papa. Em 1227, quando a ordem cristã dos Livonianos finalmente derrotou a última tribo estoniana, o território foi divido entre o Bispado de Ösel-Wiek, o Bispado de Dorpat e a Ordem Livoniana, salvaguardando o Arcebispado de Riga. no final do século XIII, o poder dos dinamarqueses começa a diminuir. Em 1343, chamada de Revolta
da Noite de São Jorge. Eles renunciaram ao cristianismo imposto a eles, mataram todos os habitantes com descendência germânica (em torno de 1.800) e dominaram os territórios. Depois de dois anos de rebeliões e guerra entre a Ordem Teutônica, dinamarqueses e os estonianos, a termina com a morte do último “rei” em Ösel, em 1346. Logo após, os territórios do norte foram vendidos à Ordem Teutônica por 10.000 marcos. A decadência da Ordem teutônica (1410) prejudicou a influência católica na região. Os estonianos aderem a reforma e se aliam aos suecos e ao Luteranismo.

Com o enfraquecimento do poder dos Teutônicos, o recém constituído Império Russo invade a Livônia. Dinamarca, Suécia e polônia não aprovaram a invasão Russa e inicia-se nova guerra. Em 1559:os suecos dominaram a região norte, os poloneses a região sul e os dinamarqueses
as ilhas do Bispado de Ösel-Wiek.   Com a  Guerra Nórdica dos Sete Anos (1563-1570) consolidou-se o  domínio sueco na região, derrotando os russos em Narva, e conquistadas em 1629 as terras da Livônia, até então controladas pelos poloneses. Foi nessa época que surgiram as primeiras escolas nas vilas estonianas, que eram capazes de ensinarem o povo a ler alguns ensinamentos religiosos. Foi
aberta também, pelo Rei Gustavo II, em Tartu, a primeira universidade na Estônia. Anos depois, após a Guerra dos 30 anos, mestres alemães vieram à academia de Tallinn ministrar aulas como nas
Tallinn, em 1905.
academias alemãs, aumentando a influência que os alemães sempre tiveram
na Estônia. Depois de um tempo os suecos fazem uma reforma nas terras dos nobres estonianos gerando descontentamento e com isso permitindo novas invasões na Estônia. dessa vez, dinamarqueses, poloneses, russos e saxões guerream contra os suecos. Os russos derrotam as tropas suecas, dominam a cidade de Tallinn, conquistando a Estônia e a Livônia - algo que era ideal russo desde Ivan IV.

Durante o século XVIII, a criação das universidades na Estônia propiciou um forte crescimento cultural da população, com a maior utilização do idioma próprio (o estoniano) e de valorização da cultura estoniana. Foi a primeira vez que os estonianos se viram como um povo e os intelectuais buscavam a criação de uma nação. Aproveitando a inevitável queda do Império Russo, e já descontente com algumas medidas do império, se revoltaram em conjunto com a Revolução de 1905 e foram fortemente reprimidos pelo exército russo. Mas esse foi o primeiro passo real para a independência que seria alcançada após a Revolução de 1917, que daria pela primeira vez uma terra independente aos estonianos, a República da Estônia.

Durante os primeiros 22 anos de independência (1918-1940), a Estônia passou por uma conturbada vida política com dissolução de partidos e o primeiro presidente sendo eleito apenas em 1938. Mas no aspecto cultural, foi um período muito forte, com a criação de muitas escolas que lecionavam em estoniano e a garantia da autonomia cultural das minorias, única em todo o leste europeu. Mas devido a essa política de neutralidade, a Estônia foi alvo da ocupação durante a Segunda Guerra
Bandeira da Estônia
Mundial
 em 1940 pela URSS. Em 1942, os alemães invadiram a União Soviética e começaram por tomar também a Estônia. Naquele primeiro momento, o povo estoniano ficou contente, devido à antiga aproximação com os alemães e também por sonhar com a volta da Estônia independente, fato que logo foi descartado pelo governo de Hitler. Quando a invasão alemã na URSS fracassou e os alemães saíram da Estônia, a nova invasão soviética se mostrou inevitável, devido ao desgaste do país na guerra. Assim se estabeleceu a República Socialista Soviética da Estônia. Durante os 52 anos de ocupação soviética, muitos movimentos de revolta e até de guerrilha se formaram na Estônia, sendo o mais conhecido o Metsavennad, mas todos foram suprimidos pelo governo de Moscou. Apenas em 1989, com a queda da União Soviética, é que começou uma reestruturação dos países soviéticos. A independência se seguiu em 1992, sendo Lennart Meri o primeiro presidente dessa nova era. Após a saída do exército russo em 1994, a Estônia aumentou seus laços comerciais com o resto do leste europeu e obteve um alto crescimento econômico nos anos 2000. Teve seu ingresso aceito na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em 29 de março e na União Europeia em primeiro de maio de 2004.

Um abraço e até!

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Vozes Femininas

Olá!

Há algum tempo escrevi sobre o "Som que vem da Finlândia" e claro que entrou no texto a cantora Tarja Turunen (ex-Nightwish), dona de uma voz ao mesmo tempo melódica e potente - para quem não a conhece, Tarja canta desde ópera (é Soprano) até Metal Melódico. como vemos abaixo.

Além dela poderíamos destacar vozes femininas poderosas, afinadas e de uma técnica perfeita como as vozes femininas do Samba Canção como Maysa, Elizeth Cardoso, Dóris Monteiro e tantas outras que fizeram história, tal o sucesso delas que mereceram um lugar especial no último livro de Ruy Castro, "A Noite do meu Bem: a história e a histórias do Samba Canção".  poderíamos falar também de   Elis Regina, Ella Fitzgerald entre tantas outras cantoras do Jazz a MPB e, ainda,  mais atualmente como Amy Winehouse.

E ainda lembraríamos de Maria Callas...

Ficaria aqui citando e citando muitas e muitas divas da música mundial (incluindo as brasileiras claro), mas quero escrever mesmo sobre as vozes poderosas do Rock. Lembrei da Tarja Turunen, da mesma forma que lembro de Janes Joplin, Cassia Eller, Rita Lee com seus agudos e Nina Hagen, que se tornou conhecida no Brasil por ocasião do primeiro Rock in Rio. Catharina Hagen, ou melhor Nine hagen nasceu em  em Berlim, na Alemanha, tem grande sucesso internacional, especialmente por suas atuações e por suas extravagâncias vocais. Também fez participações como atriz em alguns filmes. Ela estudeou canto e assim como Tarja Turunen tem habilidade para cantar Ópera, Como podemos comprovar neste "New York New York".
 
Porém tantas vozes femininas tem surgido com freqüência no Rock como a bela voz da italiana  Sara Squadrani da  banda de Power Metal Melódico Ancient Bards. A banda foi fundadda pela tecladista Danielle Mazza em 2006, já Sara é formada em engenharia na Universidade de Bologna e entrou para a Ancient bards em 2007.

A bela holandesa  Dianne van Ginersberg é vocalista de duas bandas de Power metal e metal Sinfônico. Ela teve sua primeira aula de canto aos quatro anos, é formada em canto lírico e combina esta técnica com o Heavy Metal como podemos perceber neste vídeo da Banda Xandria.

Para terminar nosso post sobre vozes femininas, e devo dizer que claro que faltará muitas outras, mas estas são as que quenho mais escutado. E finalizando de vez eis a banda Jinjer (Metal Core, Progressivo) que tem como vocalista a ucraniana Tatiana Shmaylyuk , que mistura a voz gutural com uma voz melódica, o que faz dela, ao meu ver única. A Jinjer está na estrada desde 2009 e a Tatiana está com a banda desde 2010. 



Um abraço \m/ e até!

sábado, 16 de julho de 2016

Olá!
No ramo das bobeiras do BAB aqui vai uma das boas...


Um abraço e até!

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Wardruna

Olá!

Viajamos hoje até a Noruega para conhecer o Projeto Warduna, do músico Kvitrafn (ex-baterista da banda de Black Metal  Gorgoroth ).



Kvitrafn é o nome artístico de Einar Selvik que além de participar da Gorgoroth e outras bandas fundou o Projeto Wardruna - um projeto de música Folk baseado nos mitos nórdicos e no misticismo das Runas. O Objetivo é recriar o poder do ritual Rúnico de Vitkar e Sedikronas. Ritos que existiam há quase MIL anos.  Vitkar é o plural de Vitki, que significa sábio ou quem sabe,  era um feiticeiro e mágico nas sociedades pagãs nórdicas. Poderia ser homens e mulheres, especialistas na tradição da magia rúnica. E Não somente isso mas também teriam a  capacidade de cicatrização como curandeiros. Também estaria ligado ao  xamanismo na época pré-cristã da  Escandinávia medieval, às vezes eram comparados aos profetas e oráculos.



Hagal tem a tradução livre  como:


Hagal (Precipitação)
Haglhrið slær          Queda de granizo
O Projeto Wardruna foi lançado em 2003 e culminou em 2009 no lançamento do Disco Runalijod - gap var Ginnunga, baseado em oito runas: Hagal, Bjarka, Thurs, Jara, Laukr, Kauna, Algir e Dagr. 


Høgg I aks!             As orelhas de cevada
Deyr einn               A morte de um deles
Spirar einn             Vida de outro


As Runas são letras características, usadas para escrever nas línguas germânicas da Europa do Norte, principalmente na Escandinávia, ilhas britânicas e Alemanha (povos germânicos) desde o séc. II e até ao séc. XI. Estes caracteres têm sido encontrados em pedras rúnicas, e em menor número em ossos e peças de madeira, assim como em pergaminhos e placas metálicas. A versão escandinava é conhecida como FUTHARK (derivado das suas primeiras seis letras: 'F', 'U' 'Th', 'A', 'R', e 'K'), e a versão anglo-saxônica como FUTHORC (um nome também com origem nas primeiras letras deste alfabeto). 

As inscrições rúnicas mais antigas datam de cerca do ano 150, e o alfabeto foi substituído pelo alfabeto latino com a cristianização, por volta do século sexto na Europa central e no século onze na Escandinávia. O uso de runas persistiu para propósitos especializados, principalmente na Escandinávia, na área rural da Suécia até ao início do século vinte, utilizado principalmente para decoração e em calendários Rúnicos). Além do alfabeto, a cultura germânica antiga possuía um calendário, em que ano se iniciava no dia29 de junho, que é representado pela runa FEOB.

O Projeto Wardruna tem como componentes os músicos Kvtrafn, compondo as letras e tocando todos os instrumentos, menos o Fidle (uma viola de arco norueguesa), Lindy Fay Hella e Gaahl, nas vozes e Hallvard Kleiveland No Fidle Norueguês. Para mais informações entre no site do Wardruna http://www.wardruna.com/. Para finalizar um pouco mais da música do Wardruna.


Um abraço e até!

segunda-feira, 20 de julho de 2015

The Brothers Of Brazil

Olá!

Quem me conhece sabe da minha admiração pelo cantor e compositor Supla, alíás, admiração por boa parte da família, o pai Eduardo Suplicy e o irmão, João Suplicy, com quem forma a dupla Brothers of  Brazil. 

Supla, nascido Eduardo Smith de Vasconcelos Suplicy, começou a carreira  tocando versões de Rock Americano e britanico dos anos 30 à 70, mas suas composições tem maior influência do Punk e do Hardcore. Foi vocalistas de diversas bandas como Metrópolis e Zig Zag, esta última se tronaria depois a banda TOKYO.


Fez parceria com vários músicos do cenário mundial como a cantora alemã Nina Hagen ,


Na música brasileira cantou com Bebel Gilberto, Cauby Peixoto e Rita Lee em grande show no Ibirapuera, escreveu música com Cazuza, cantou com Ian McCulloch do Echo & The Bunnymen. Gravou com Cansei de Ser Sexy, banda que regravou o hit Humanos da Tokyo. E quando foi vocalista do Psycho 69 dividiu vocais no disco com o vocalista Jimmy Todd do Murphys Law e Vinny Stigma do Mad Ball.



O Psycho 69 abriu a última turnê do Ramones na América latina, Supla participou de dois Rock in Rio, um show solo no Rio de Janeiro e em Portugal com o Brother of Brazil atual trabalho junto com seu Irmão João Suplicy.



Eis o último trabalho da dupla "Melodies from Hell". A direção do vídeo é de Roberto Mattoso, bem como este abaixo realizado no deserto de Nevada, nos estados Unidos, detalhe foi gravado com um I-phone. A música leva o título de "On my Way"


 Veja a dupla em  uma entrevista no Show Livre com o Clemente Nascimento, um cara também do cenário Punk.



Eles apresentam um programa de TV o "Brothers na Gringa" bastante interessante. eis o penúltimo programa de 2014.


Eis um pouco deste músico Brasileiro chamado SUPLA.

Um Abraço e até!

terça-feira, 17 de março de 2015

Os Filhos de Deus e as Filhas dos homens

Olá!


Muitos textos desde a antiguidade falam de seres que descem dos céus para visitar a humanidade terrena. Na Bíblia existem várias passagens. São anjos, arcanjos, demônios que vêem à Terra para dar mensagens aos Homens. São carruagens que descem, com seres fantásticos guiando-as.   A mitologia Nórdica fala em sete mundos. Platão, na sua filosofia  revela dois mundos: o das Idéias, o verdadeiro, e a cópia, este mundo que habitamos.




"Quando os homens começaram a se multiplicar, viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram belas; e escolheram esposas entre elas (...) quando os filhos de deus se uniram às filhas dos homens elas geraram filhos, estes eram os heróis, tão afamados nos tempos antigos." (Gênesis 6:1-4) "filhos de deus" é uma expressão usada na Bíblia para mencionar os anjos. Os "anjos" então, desciam dos céus para fazerem sexo com as mulheres ("as filhas dos homens"). descer aqui também pode ter uma explicação moral, seriam os "anjos decaídos"? Esse momento da vida humana é tratado mais especificamente nas tradições Hebraicas, em particular no Livro de Enoque. Esse livro não se encontra na Bíblia Ocidental, mas na Igreja Católica ortodoxa Etíope. Mas no ocidente é considerado um dos Evangelhos Apócrifos. Eis o que diz sobre este episódio entre Filhos de deus e as filhas dos homens:

"E aconteceu depois que os filhos dos homens se multiplicaram naqueles dias, nasceram-lhes filhas, elegantes e belas. E quando os anjos, ou sentinelas, viram-nas, enamoraram-se delas, dizendo uns para os outros: vide, selecionamos para nós mesmos esposas, cada um escolhendo por si mesmo, as quais eles começaram a abordar, com as quais coabitaram, ensinando-lhes sortilégios, encantamentos (...) E as mulheres conceberam." (Enoque 7:1-10)

Os filhos de Deus a que se refere no Livro de Enoque são os chamados anjos rebeldes, que perdem a sua condição no céu  para conviverem com as mulheres terrenas. Enoque mais tarde é levado "aos céus" para interceder pelos "anjos", mas deus os repudia.  Um autor do século terceiro, Commodorius, escreveu: " As mulheres que seduziram os anjos eram de tal lubricidade que agora seus sedutores não desejavam voltar aos céus." de acordo com a Epístola de Judas - o discípulo Judas e não Judas Iscariotes -  (6:6) as sentinelas (ou anjos) "não tinham mantido a dignidade de sua classe".  Ainda no Livro de Enoque, revela-se o número de sentinelas (ou anjos) que decaíram: sete. Em todas as tradições sete é o número dos grandes deuses do sistema solar. Claramente vemos uma codificação na Bíblia envolvendo deuses astronômicos da Grécia e de Roma.

Um abraço e até!


sexta-feira, 13 de março de 2015

Sexta-feira 13: Dia de Azar?


Olá!

A Sexta-feira 13 é considerada um dia de azar. Mas você sabe porque? Para a numerologia  o 12 de boa sorte: são 12 os meses do ano, são doze apóstolos de Jesus, são doze as tribos de Israel, são doze
constelações do zodíaco. Já o número 13 é irregular, primo, um sinal de infortúnio, de má sorte. Mas porque a sexta-feira é azarada?

Há também a idéia de que sexta-feira 13 é um dia de azar por conta da prisão de Jacques de Molay (foto abaixo, Grão mestre dos Templários e de outros cavaleiros,  numa sexta feira 13 de outubro, de 1307.  Os Templários são torturados para confessar heresia, nada foi comprovado. O Papa Cemente V pretendia absolver as ordens  das acusações de heresia, e que poderia ter dado eventualmente a absolvição ao último Grão-Mestre,  Jacques de Molay, e aos demais cavaleiros, suscitou a reação da Monarquia francesa, de tal forma que obrigou o papa Clemente V a uma discussão ambígua, sancionada em 1312, durante o Concílio de Vienne, pela bula Vox in excelso, a qual declarava que o processo não havia comprovado a acusação de heresia.
 Esse documento papal foi chamado de "Pergaminho de Chinon". Mas a pressão dos franceses foi grande e em 1314 foram executados os cavaleiros e o Grão mestre Jacques de Molay, que em suas últimas palavras disse que ainda naquele mesmo ano tanto o Papa quanto o rei da França, Felipe IV, "O Belo", se encontrariam com ele (de Molay) num julgamento perante Deus. Lenda ou fato, o caso é que tanto o papa quanto o Felipe IV morreram naquele mesmo ano de 1314. Em algumas culturas o número 13 pode ter sido considerado número de sorte. Não há nenhuma evidência de que o 13 tenha sido considerado um número de azar pelas culturas antigas. Pelo contrário, muitos povos o consideravam um número sagrado. Para os egípcios, a vida era composta por 12 diferentes estágios para que o ser humano alcance o décimo terceiro, que era a vida eterna. Dessa forma, o número 13 foi assimilado com a morte, mas não com uma conotação negativa, mas como uma gloriosa transformação. Essa ligação com a morte permaneceu e foi distorcida por outras culturas que nutriam o medo da morte e não a viam como algo presente no destino de qualquer vida.


Alguns historiadores culpam a desconfiança dos cristãos as sextas-feiras, por fazerem oposição as religiões consideradas pagãs. A sexta-feira recebeu seu nome em inglês (inglês arcaico), Frika, em homenagem a deusa Nórdica Frigga. Conhecida como a mais formosa entre as deusas, a primeira esposa de Odin, rainha do Æsir e deusas do céu. É uma deusa da união, do matrimônio, da fertilidade,
do amor, da gerência da casa e das artes domésticas. Suas funções preliminares nas histórias mitológicas dos nórdicos são como a esposa e a mãe, mas estas não são somente suas funções. Tem o poder da profecia embora não diga o que conhece, e seja única, à excepção de Odin, a quem é permitido se sentar em seu elevado trono Hlidskiaf e olhar para fora sobre o universo.2 Participa também na Caça Selvagem junto com seu marido.

Para combater sua influência, a igreja cristã a caracterizou como uma bruxa, difamando o dia que a homenageava. Essa caracterização também pode ter tido um papel no medo do número 13. Foi dito que Frigg se uniria a uma convenção de bruxas, normalmente um grupo de 12, totalizando 13. Uma tradição cristã semelhante considera o 13 amaldiçoado por significar a reunião de 12 bruxas e o diabo. O calendário antigo representava o calendário lunar, possuindo 13 meses de 28 dias. Mas este número foi completamente renegado pelos sacerdotes das primeiras religiões patriarcais por representar o feminino nas culturas antigas, já que refletia o ciclo menstrual das mulheres. Foi, então, alterado pelo Papa Gregório XIII para 12 meses, evitando que se continuasse cultuando a mulher como sagrada.

Alguns pesquisadores acreditam que o grande dilúvio tenha ocorrido numa sexta-feira, para Cristianismo a sexta-feira 13 é considerada de azar por alguns fatos, o já citado aprisionamento dos Templários do dia 13 de outubro de 1307, a moste de Cristo na Sexta-feira da Paixão - embora o
dia provavelmente tenha sido primeiro de abril. Uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, este tendo sido o dia da morte de Jesus Cristo de acordo com o calendário hebraico, a morte de Jesus varia de acordo com esse calendário podendo variar de ano e ano sempre estando entre os meses de março ou abril.

E ainda, na Santa ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas, estes dois morreram em seguida, por mortes trágicas. Jesus executado na cruz e Judas por suicídio. O número 13 costumava ser considerado uma ligação com Deus , daí a quantidade de membros presentes na Santa Ceia. E por último devemos lembrar que, no Tarô, a carta de número 13 representa a Morte. 

Um abraço e até!