Muitos textos desde a antiguidade falam de seres que descem dos céus para visitar a humanidade terrena. Na Bíblia existem várias passagens. São anjos, arcanjos, demônios que vêem à Terra para dar mensagens aos Homens. São carruagens que descem, com seres fantásticos guiando-as. A mitologia Nórdica fala em sete mundos. Platão, na sua filosofia revela dois mundos: o das Idéias, o verdadeiro, e a cópia, este mundo que habitamos.
"Quando os homens começaram a se multiplicar, viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram belas; e escolheram esposas entre elas (...) quando os filhos de deus se uniram às filhas dos homens elas geraram filhos, estes eram os heróis, tão afamados nos tempos antigos."(Gênesis 6:1-4) "filhos de deus" é uma expressão usada na Bíblia para mencionar os anjos. Os "anjos" então, desciam dos céus para fazerem sexo com as mulheres ("as filhas dos homens"). descer aqui também pode ter uma explicação moral, seriam os "anjos decaídos"? Esse momento da vida humana é tratado mais especificamente nas tradições Hebraicas, em particular no Livro de Enoque. Esse livro não se encontra na Bíblia Ocidental, mas na Igreja Católica ortodoxa Etíope. Mas no ocidente é considerado um dos Evangelhos Apócrifos. Eis o que diz sobre este episódio entre Filhos de deus e as filhas dos homens:
"E aconteceu depois que os filhos dos homens se multiplicaram naqueles dias, nasceram-lhes filhas, elegantes e belas. E quando os anjos, ou sentinelas, viram-nas, enamoraram-se delas, dizendo uns para os outros: vide, selecionamos para nós mesmos esposas, cada um escolhendo por si mesmo, as quais eles começaram a abordar, com as quais coabitaram, ensinando-lhes sortilégios, encantamentos (...) E as mulheres conceberam." (Enoque 7:1-10)
Os filhos de Deus a que se refere no Livro de Enoque são os chamados anjos rebeldes, que perdem a sua condição no céu para conviverem com as mulheres terrenas. Enoque mais tarde é levado "aos céus" para interceder pelos "anjos", mas deus os repudia. Um autor do século terceiro, Commodorius, escreveu: " As mulheres que seduziram os anjos eram de tal lubricidade que agora seus sedutores não desejavam voltar aos céus." de acordo com a Epístola de Judas - o discípulo Judas e não Judas Iscariotes - (6:6) as sentinelas (ou anjos) "não tinham mantido a dignidade de sua classe". Ainda no Livro de Enoque, revela-se o número de sentinelas (ou anjos) que decaíram: sete. Em todas as tradições sete é o número dos grandes deuses do sistema solar. Claramente vemos uma codificação na Bíblia envolvendo deuses astronômicos da Grécia e de Roma.
A Sexta-feira 13 é considerada um dia de azar. Mas você sabe porque? Para a numerologia o 12 de boa sorte: são 12 os meses do ano, são doze apóstolos de Jesus, são doze as tribos de Israel, são doze
constelações do zodíaco. Já o número 13 é irregular, primo, um sinal de infortúnio, de má sorte. Mas porque a sexta-feira é azarada?
Há também a idéia de que sexta-feira 13 é um dia de azar por conta da prisão de Jacques de Molay (foto abaixo, Grão mestre dos Templários e de outros cavaleiros, numa sexta feira 13 de outubro, de 1307. Os Templários são torturados para confessar heresia, nada foi comprovado. O Papa Cemente V pretendia absolver as ordens das acusações de heresia, e que poderia ter dado eventualmente a absolvição ao último Grão-Mestre, Jacques de Molay, e aos demais cavaleiros, suscitou a reação da Monarquia francesa, de tal forma que obrigou o papa Clemente V a uma discussão ambígua, sancionada em 1312, durante o Concílio de Vienne, pela bula Vox in excelso, a qual declarava que o processo não havia comprovado a acusação de heresia.
Esse documento papal foi chamado de "Pergaminho de Chinon". Mas a pressão dos franceses foi grande e em 1314 foram executados os cavaleiros e o Grão mestre Jacques de Molay, que em suas últimas palavras disse que ainda naquele mesmo ano tanto o Papa quanto o rei da França, Felipe IV, "O Belo", se encontrariam com ele (de Molay) num julgamento perante Deus. Lenda ou fato, o caso é que tanto o papa quanto o Felipe IV morreram naquele mesmo ano de 1314. Em algumas culturas o número 13 pode ter sido considerado número de sorte. Não há nenhuma evidência de que o 13 tenha sido considerado um número de azar pelas culturas antigas. Pelo contrário, muitos povos o consideravam um número sagrado. Para os egípcios, a vida era composta por 12 diferentes estágios para que o ser humano alcance o décimo terceiro, que era a vida eterna. Dessa forma, o número 13 foi assimilado com a morte, mas não com uma conotação negativa, mas como uma gloriosa transformação. Essa ligação com a morte permaneceu e foi distorcida por outras culturas que nutriam o medo da morte e não a viam como algo presente no destino de qualquer vida.
Alguns historiadores culpam a desconfiança dos cristãos as sextas-feiras, por fazerem oposição as religiões consideradas pagãs. A sexta-feira recebeu seu nome em inglês (inglês arcaico), Frika, em homenagem a deusa Nórdica Frigga. Conhecida como a mais formosa entre as deusas, a primeira esposa de Odin, rainha do Æsir e deusas do céu. É uma deusa da união, do matrimônio, da fertilidade,
do amor, da gerência da casa e das artes domésticas. Suas funções preliminares nas histórias mitológicas dos nórdicos são como a esposa e a mãe, mas estas não são somente suas funções. Tem o poder da profecia embora não diga o que conhece, e seja única, à excepção de Odin, a quem é permitido se sentar em seu elevado trono Hlidskiaf e olhar para fora sobre o universo.2 Participa também na Caça Selvagem junto com seu marido.
Para combater sua influência, a igreja cristã a caracterizou como uma bruxa, difamando o dia que a homenageava. Essa caracterização também pode ter tido um papel no medo do número 13. Foi dito que Frigg se uniria a uma convenção de bruxas, normalmente um grupo de 12, totalizando 13. Uma tradição cristã semelhante considera o 13 amaldiçoado por significar a reunião de 12 bruxas e o diabo. O calendário antigo representava o calendário lunar, possuindo 13 meses de 28 dias. Mas este número foi completamente renegado pelos sacerdotes das primeiras religiões patriarcais por representar o feminino nas culturas antigas, já que refletia o ciclo menstrual das mulheres. Foi, então, alterado pelo Papa Gregório XIII para 12 meses, evitando que se continuasse cultuando a mulher como sagrada.
Alguns pesquisadores acreditam que o grande dilúvio tenha ocorrido numa sexta-feira, para Cristianismo a sexta-feira 13 é considerada de azar por alguns fatos, o já citado aprisionamento dos Templários do dia 13 de outubro de 1307, a moste de Cristo na Sexta-feira da Paixão - embora o
dia provavelmente tenha sido primeiro de abril. Uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, este tendo sido o dia da morte de Jesus Cristo de acordo com o calendário hebraico, a morte de Jesus varia de acordo com esse calendário podendo variar de ano e ano sempre estando entre os meses de março ou abril.
E ainda, na Santa ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas, estes dois morreram em seguida, por mortes trágicas. Jesus executado na cruz e Judas por suicídio. O número 13 costumava ser considerado uma ligação com Deus , daí a quantidade de membros presentes na Santa Ceia. E por último devemos lembrar que, no Tarô, a carta de número 13 representa a Morte.
Nesta época as músicas de natal invadem as lojas, programas de Tv, cinema e rádio. Muitos artistas gravaram músicas natalinas. pelas paragens brasileiras temos a Simone com "então é natal", uma versão de "War is Over" de John Lennon, piegas um tanto brega, mas não deixa de nos lembrar da data.
Mas tem também as músicas tradicionais como "Bate o Sino", "Noite Feliz" e "deixei meu sapatinho"
O Cinema não pode ficar para traz então aí estão "Alvin e os Esquilos" Cantando música para a ocasião.
Então chega a nosso festa John Lennon e Yoko...
O Jazz não podia ficar de fora desta seleção então aí estão Benny Goodman, oscar Petterson e Smooth jazz all Stars, todos entoando "Jingle Bells" e depois Diana Krall com "White Christmas"
E para terminar a nossa seleção musical de Natal deixamos os leitores de Blah! Arg! Blarg! com os nossos votos de Paz! Amor! harmonia! E um feliz Natal! E mais uma vez John Lennon.
A música nasce como instrumento de adoração e reverência aos deuses. eram rituais com batidas de pés e mãos. A palavra "música" vem do grego "mousikê" - que significa "a arte da musas". A música entre os antigos gregos era um fenômeno de origem divina, e estava ligada à magia e à mitologia, havendo várias histórias místicas relacionadas à origem da música e suas capacidades e funções. Alguns instrumentos e modos eram associados especificamente a certas divindades, por exemplo o Aulos (uma espécie de flauta) era ligada a Dionísio; e a Cítara a Apolo.
Segundo a Mitologia Grega, após a morte dos filhos de Urano - Ocenao, Ceos, Crio, Hiperião, Jápeto e Crono, Zeus se deita com Mnemosina (Deusa da Memória) durante nove dias nascendo assim as nove musas: Clio, Euterpe (foto ao lado), Talia, Melpômene, Terpsícore, Érato, Polímnia, Urania e Calíope. No início as musas eram ligadas a poesia, mas com o tempo passaram a inspirar as artes em geral mas também as ciências.
Ainda na mitologia greco-romana temos as musas regionais como Aede, protetora do canto e da música, bem como Museo, que era um musicista tão bom que quando executava uma música curava até os doenças. Orfeu, filho da Musa Calíope, era cantor, músico e poeta. Anfião - o mais ocupado dos deuses - , filho de Zeus, recebeu uma lira de Hermes passou a dedicar-se inteiramente a música.
Abaixo uma amostra da música grega antiga, o "Hino de casamento de Sappho (Safo), poetisa do século sétimo antes de Cristo.
Pitágoras, filósofo e matemático grego, teórico da música é considerado o fundador da harmonia músical, ou seja, a relação que existe entre as notas, seus efeitos e combinações.Também a ele se deve a análise da música sob a ótica de uma "matemática transcendental", relacionando-a à constituição íntima do universo, concebido como uma estrutura criada e sustentada através de relações numéricas perfeitas que produziam a chamada música das esferas(tema que poderemos abordar em outro post), a qual, entretanto, só poderia ser inteligível através do pensamento superior. Daí a ligação da música com a filosofia e a conseqüente codificação de uma série de regras éticas para composição e execução musical, a fim de que a música humana ecoasse a ordem perfeita do cosmo. Saindo da Grécia e nos dirigindo para o norte do continente europeu encontramos os povos Germânicos e escandinavos e os que se estabeleceram na Islândia. A Mitologia germânica, ou Nórdica, ou escandinava, ou ainda Viking, nome dado as tradições religiosas e crenças (coleção de histórias e crenças) destes povos na era pré-cristã transmitida oralmente de geração em geração, principalmente na "era Viking".
O Conhecimento atual sobre a mitologia Nórdica esta compilada no Edda, uma coleção de texto encontrados na Islândia e ainda outros texto medievais pós cristianização desses povos. Para eles o centro da comunidade está na família e pode ser estreitamente relacionada com a fertilidade e fecundidade quanto a agressividade de um povo acostumado a guerra, numa sociedade rural que visa a prosperidade e a paz para sim. A religião é muito mais no culto do que no dogmatismo e na metafísica. religiosidade baseada em atos e festividades ligadas a certos deuses como Odin. Segundo alguns autores é uma "religião de vida". Ainda hoje algumas destas tradições são mantidas, revividas ou reinventadas e conhecidas como Odinismo. Essa mitologia inspira a literatura, a música , o teatro e até séries de TV. Um exemplo é "O Idilio de Sigfried" de Wagner, aqui interpretado pela Filarmonica de Viena, conduzida por Herbert Von karajan.
Na literatura e cinema podemos citar a obra de J. R.R. Tolkien, "O senhor dos Anéis", que rendeu a trilogia no Cinema. E os Beatles tinham um projeto de realizar um filme baseado neste livro de Tolkien, mas a idéia não saiu do papel.bandas famosas como Led Zeppelin e as alemãs "Improved Sound Limited" e "Blind Guardian" tem músicas inspiradas na obra de Tolkien. Improved Sound Limited gravou "The Dark Lord".
Led Zeppelin talvez seja o grupo mais famoso a se inspirar diretamente em Tolkien. São as músicas "Misty Mountain Hop", "Ramble on" e "The batle of Evermore"
Ela é da família dos metais. Tem grande importância na orquestra sinfônica moderna. Tem 3,7 metros, é enrolada sobre si mesma, ligeiramente cônica e tem uma campânula na extremidade. descobriu de quem escrevo? Não?!?!?
Mais dicas. É utilizada desde a época das cavernas, feita de chifre de animais, quando o Homem dominou a arte dos metais, passou a ser feita de metal. Na Idade Média era utilizada como instrumento nas caçadas. lembrou? Sim, é a trompa. Vários compositores lhe dedicaram músicas como esta Sonata de Beethoven para trompa e Piano.
A trompa era utilizada nas caçadas para comunicação na floresta, mais tarde, como vimos antes, compuseram obras para ela. Não somente Beethoven, mas Bach e Haendel, como podemos apreciá-la nesta "Música Aquática", de Haendel a seguir.
O trompista não somente tem de ter um bom ouvido, mas saber solfejar com precisão. O Timbre da trompa se assemelha a voz humana. AS trompas aparecem nas dez últimas sinfonias de Haydn e Mozart, em todas as nove de Beethoven, nas quatro de Schumann e de Brahms, bem como nas seis sinfonias de Tchaikovsky e nas nove de Mahler. A partitura da Segunda Sinfonia de Mahler exige nada menos que dez trompas.
A trompa é tão antiga que tem sido encontrada em escavações arqueológicas. mesmo sendo produzida em metal, inicialmente não tinha válvulas ( aqueles botonzinhos como o trompete, por exemplo), mas o Engenheiro e Compositor Alemão, Gottfreied henry Stoelzel teve a idéia de adicionar válvulas ao instrumento. Isso data de seis de dezembro de 1814. Stoelzel pede permissão ao rei da Prússia, Frederico Guilherme III, a permissão para usar as tropas com válvulas nas bandas militares reais. Apesar disso os compositores demoraram a utilizá-la, preferiam a "trompa de caça" - que tem um som mais puro.
A Trompa moderna, hoje, pode tocar todas as notas da escala cromática. ela tem o segundo timbre mais agudo da família dos metais. É afinada em fá, si bemol ou nos dois. A palavra trompa pode ser traduzida em várias línguas: como "corno", em italiano e espanhol, "cor", em francês, "horn", em o inglês e alemão e "hoorn", em holandês. Todas essas traduções significam "chifre" nestas línguas. Bem, ´para terminar este post nada mais justo que um sotaque brasileiro neste instrumento. neste álbum nada menos que 32 trompista londrinos da melhor qualidade interpretam várias músicas - inclusive o nosso "Tico tico no fubá", de Zequinha de Abreu.
Entrei pela porta da América latina e comeceia pesquisar sobre as músicas de nossos Hermanos. Sabe-se lá porque fui parar no Chile. Comecei a escutar canções que meu pai escutava como "Gracias a La Vida", uma canção folclórica Chilena gravada por Violeta Parra, em 1966.
Violeta Parra serviu de modelo para o movimento conhecido como Nueva Canción. Neste LP seus filhos, Angel e Isabel, a acompanharam ao violão. O Álbum levou o título de "Las Últimas Composiciones". Violeta Parra Cometeria suicídio pouco tempo depois. Em 1971 a Cantora Argentina Mercedes Sosa gravaria esta música, assim como a americana Joe Baez em 1974 e a Brasileira Elis Regina incorporaria "Gracias a La Vida" em seu show "Falso Brilhante" de 1975.
Victor Jarra faria, no próximo dia vite oito deste mes 84 anos, se não tivesse sido torturado e morto, em 1973, durante a Ditadura Chilena de Pinochet. Músico considerado neofolclorista, integrante da Nueva Canción Chilena, ativista político, Comunista. Suas influencias foram Violeta Parra, Atahualpa Yupanqui (este compositor Argentino dos mais importantes deste país) e Pablo Neruda. Aqui ele faz um protesto para que as pessoas possam viver em paz.
Bem antes deste dois ícones Chilenos, José Zapiola Cortés, foi um Compositor Romantico Chileno, nascido em Santiago, em 1802. Foi Clarinetista da Catedral metropolitana de Santiago, servil como músico no segundo batalhão da Guarda nacional e depois como Diretor da banda do Sétimo Batalhão. Dirigiu um grupo musical no Tatro Nacional, além de ser encarregado de fundar cinco novas bandas militares. Foi Mestre da capela na Catedral Santiguina entre 1864 e 1874. Compôs Réquiem para a morte de Diego Portales (1837), e os Hinos: "Himno a San Martín" (1842) e o Himno a La Victoria de Yungay" - este último foi considerado o segundo hino nacional do Chile por muitos anos devido a polpularidade da música composta por Zapiola e a letra de Manuel Rengifo.
Foi também um incentivador para a recuperação do hino Chileno composto por Manuel Robles. Morreu em Santiago no ano de 1885.Hoje além dessa música folclórica há também músicos ligados ao Jazz, ao Rock, Heavy Metal, Baladas e a Cumbia Colombiana.
Mas vamos terminar este post com Bryan Holmes, Chileno radicado no Brasil desde 2006, Formado na Universidade de valparaizo no Chile, é mestre em música pela Universidade federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), onde atualmente é professor efetivo do Instituto de Composição Villa-Lobos. Já se apresentou na Alemanha, Espanha, Chile, Brasil, Argentina, Colômbia, Estados Unidos, Irlanda, México, entre outros países. É membro da Rede Arte Sonora latino Americana e da Comunidade eletroacústica do Chile. Suas gravações vêem sendo publicadas por selos independentes e netlabels. Graças ao seu interesse em espacializar música eletroacústica ao vivo, foi chamadocomo curador e interprete em importantes festivais. Atua como Multi-instrumentista e executante de Live eletonics em improvisações com outros músicos e com Francisco Frias - que forma com Bryan o Duo Pajelança Eletrònica. Fundou em 2006 o 2dB, junto com a Soprano/bailarina/ Atriz Doriana Mendes, apresentando-se em vários palcos da América Latina e Europa. Desse Duo veremos o vídeo de "Contra Nós"
"Vivo em minha própria casa jamais imitei algo de alguém e sempre ri de todos os mestres que nunca se riram de si também."
Idade Média...
Humberto Eco...
Hipertexto...
Friedrich Nietzche...
Richard Strauss...
Poesia...
"Desde que me cansei de procurar, aprendi a encontrar, desde que o vento me opõe resistência, velejo com todos os ventos."
O que tudo isso tem em comum?
Bem, os dois trecho citados acima estão em "Gaia Ciência"(1882), um trabalho de Nitzche na sua fase "mais positiva" (diriam alguns). O livro é uma alusão a Poesia Provençal muito utilizada pelos trovadores medievais. Já Umberto Eco, medievalista conhecido, com vários títulos publicados, sendo um deles "Introdução a Idade Média, Bárbaros, Cristãos e Muçulmanos" (2010). de acordo com Eco Idade Mádia não é um século, nem um período definido, com características definidas como no Renascimento ou no Barroco. Ele Cunha a idéia de um Humanista, Flávio Biondo, que viveu no século XV. Biondo situa a Idade Média entre a queda do Império Romano (476 ac) e o seu tempo - ou seja o século XV. O próprio Flavio Biondo seria considerado como tendo vivido no período medieval, pois que morreu em 1463 e que este tenha fixado o fim da Idade Média com o descobrimento da América e a expulsão dos Mouros da Espanha (ocorridos no ano de 1492).
A chamada Alta Idade Média (primeiros 500 anos do período) foi marcada por invasões dos povos denominados bárbaros, despovoamento urbano, a disseminação do cristianismo na Europa ocidental, o norte da áfrica e o oriente médio tornam-se territórios islâmicos. Nos séculos VII e VIII os francos, com a Dinastia Carolíngia, dominaram a Europa ocidental até o século IX quando se desmorona com as invasões dos Vikings (ao norte), dos Magiares (a leste) e dos Sarracenos (ao sul). A partir do século XI começa um crescimento demográfico e do comércio, em parte devido as novas técnicas de produção agrícola. A estrutura social consolidada neste período, baseada na vassalagem dos camponeses a um nobre e nobres de estatuto inferior e cavaleiros prestam serviço militar recebendo como pagamento territórios onde podem cobrar imposto em seu território. Em 1095 ocorre a primeira cruzada. As cruzadas nada mais foram do que recuperar territórios dentro da Europa e no oriente pelos cristãos aos muçulmanos.
A vida cultural foi dominada na filosofia pela Escolástica (que reunia fé e razão), pela fundação das primeiras universidades, Tomás de Aquino publica suas obras, Giotto aparece na pintura, Dante e Chaucer na Literatura, Marco Pólo realiza suas viagens e na arquitetura as catedrais góticas são o destaque. Nos dois últimos séculos da chamada Idade Média Baixa foram marcados por guerras, revoltas populares dentro dos reinos e catástrofes como a peste negra, além do cisma na igreja católica. Apesar de toda essa turbulência, para Umberto Eco (foto ao lado), esta não é um período de escuridão mas de luz " Exatamente para desmentir a lenda destes tempos escuros, é conveniente que se pense no gosto medieval da luz. Além de identificar a beleza com a proporção, a Idade Media identificava-a com a luz e a cor, e essa cor era sempre elementar: uma sinfonia de vermelho, azul, ouro, prata, branco e verde,..." (Em "Idade Média: bárbaros, cristãos e muçulmanos").
Nesse período, creio que por influência destas questões de estado é que a poesia esteve muito ligada a temas como amor, justiça e cortesia. Os cavaleiros eram enaltecidos pelo amor as damas e a pela sua coragem em batalha. As "Canções de Rolando" e o poema épico "EL Cid" são exemplos. Dessa mesma época temos Dante Aleghieri e a sua "Divina Comédia".
E Richard Strauss, Que tem haver com tudo isso? Ao menos uma intersecção com Nietzche. O poema sinfonico "Also Sprach zarathustra", composto por Strauss em 1896, foi baseado no tratado filosófico do seu contemporâneo. O próprio Strauss estreou a peça em Francfurt. "Also Sprach Zarathustra" (em português: "Assim falou Zarathustra") ficou mundialmente conhecida, nos tempos mais recentes, por ser umas das trilhas do filme "2011, A Space Odissey" ("2001, Uma Odisséia no Espaço"), filme de Staley Kubrik (1968), também baseado em um livro também de 1968, de mesmo título, de Arthur Clarke - para os mais desavisados tanto o livro quanto o filme são de ficção científica e marcaram toda uma geração de cinéfilos e leitores.
Esse tema foi utilizado por Elvis Presley na abertura de shows, pelo Brasil, um Grupo de Rockabilly "João Penca e os Miquinhos Amestrados" também utilizava o tema. Já o pianista Eumir Deodato fez sua própria versão do tema de Strauss...
Da mesma forma que as ações dos cavaleiros remetem as composições de poesias e músicas, como se houvesse um link entre ambos, também acontece entre a literatura e a música, entre a literatura e cinema, entre a música e o cinema, como se fossem um hipertexto. Ou seja, poesia e música, na idade média, remetia as ações dos cavaleiros, seus feitos heroicos, o amor pelas mulheres... A
ideia de hipertexto não nasce com a Internet, nem com a web.As
primeiras manifestações hipertextuais ocorrem nos séculos XVI e
XVII através de manuscritos e marginália. Os primeiros
sofriam alterações quando eram transcritos pelos copistas e assim
caracterizavam uma espécie de escrita coletiva. Os segundos eram
anotações realizadas pelos leitores nas margens das páginas dos
livros antigos, permitindo assim uma leitura não-linear do texto.
Essas marginália eram posteriormente transferidas
para cadernos de lugares-comuns para que pudessem ser consultadas por
outros leitores. Uma das maiores controvérsias a respeito deste conceito é sobre sua veiculação ou não com a internet e outros meios digitais. Alguns autores defendem que o hipertexto acontece apenas
nos ambientes digitais, pois estes permitem acesso imediato a
qualquer informação. A internet, através da WEB, seria o meio
hipertextual por excelência, uma vez que toda sua lógica de
funcionamento está baseada nos links. Outros
pesquisadores acreditam que a representação hipertextual da
informação independe do meio. Pode acontecer no papel, por exemplo,
desde que as possibilidades de leitura superem o modelo tradicional
contido das narrativas contínuas (com início, meio e fim). Uma
enciclopédia é um clássico exemplo de hipertexto baseado no
papel, pois permite acesso não-linear aos verbetes contidos em
diferentes volumes. Um exemplo de hipertexto tradicional são as
anotações de Leonardo Da Vinci e também a Bíblia, devido sua
forma não-linear de leitura. Um Abraço e até!